PALAVRA DA FONIATRA

Seu filho apresenta esses comportamentos? Pode ser hora de investigar!

É comum que pais se perguntem se o desenvolvimento da fala do filho está dentro do esperado. Afinal, cada criança tem seu próprio ritmo — mas existem sinais que merecem atenção.

Por exemplo:
❓ Aos 2 anos, seu filho ainda não fala nenhuma palavra?
❓ Aos 3 anos, ele já forma frases, mas quase ninguém entende o que diz?

Essas situações podem indicar atrasos na fala ou na linguagem, ou até mesmo estar relacionadas a condições que exigem uma avaliação mais detalhada.

Nesses casos, o foniatra — médico especialista em comunicação e linguagem — é o profissional indicado para investigar as causas, orientar a família e indicar o tratamento mais adequado.

O diagnóstico precoce é essencial: quanto antes a avaliação for feita, maiores são as chances de intervenção eficaz e de favorecer o desenvolvimento pleno da criança.

Se você identificou algum desses sinais, não espere o tempo resolver sozinho. Procurar ajuda é um gesto de cuidado e amor — e o primeiro passo para transformar o caminho do seu filho com mais segurança e acolhimento.




TDL à vista? o que o silêncio do seu filho pode estar tentando te dizer?

O silêncio de uma criança pode carregar muitas mensagens — e, em alguns casos, é um sinal de que algo no desenvolvimento da linguagem merece atenção.

O que muitas vezes é visto apenas como uma “demora para falar” pode, na verdade, indicar um quadro conhecido como Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem (TDL).

O TDL não tem relação com preguiça, timidez ou desatenção. Trata-se de uma condição neurológica que interfere na capacidade da criança de compreender e usar a linguagem de forma adequada — impactando diretamente a comunicação, o aprendizado e as interações sociais.

Reconhecer os sinais precoces faz toda a diferença:

🔹 Quando a fala não surge no tempo esperado.
🔹 Quando a criança demonstra dificuldade para compreender instruções simples.
🔹 Quando se frustra ao tentar se comunicar — e quem convive com ela também.

Como médica foniatra, meu papel é justamente investigar o que está por trás desse silêncio: compreender se há um TDL, orientar a família e indicar o caminho mais adequado para o desenvolvimento da linguagem.

O silêncio pode ser uma forma de comunicação — e entender o que ele quer dizer é o primeiro passo para ajudar a criança a se expressar com mais confiança e autonomia.

Se o silêncio do seu filho te preocupa, procure avaliação foniátrica. Identificar precocemente é a melhor forma de transformar esse silêncio em possibilidades.